eu não posso competir com seu passado, e não posso viver com todos esses fantasmas. eu não deveria nem mesmo ter entrado assim, desse jeito, na sua vida. eu não posso competir com seus amigos, nem com seu cigarro. não posso competir com sua maconha, muito menos com o seu skate. eu nem ao menos posso competir com o seu tempo. não posso competir com suas vontades efemeras, e seu ponteiro onde so marca 00:00. não posso competir com seu jeito arrogante de desligar o telefone, e não retornar a ligação. não posso competir com sua inquietudide que me confunde, e me tira do sério. eu nem ao menos posso competir com seus pesadelos, ou com a bagunça da sua casa. onde eu entro? onde eu realmente entro nessa história? no seu tempo livre entre uma remada e outra, nas suas tardes sem nada a fazer, ou nas noites onde o metro ja fechou? eu não quero ter que não poder competir com todas essas coisas. PORRA, eu to aqui. eu sinto, presencio, e tenho meus desgostos. eu nao posso nem mais mostrá-los a você. não quero ter que andar na sua sombra, e sempre ter que fingir a todos que sim, foi voce quem me ligou. quando na verdade, ah verdade....
não quero mais ter que colocar todas essas coisas na nossa mesa de turbulências, e notar que eu sempre perco para todas elas. eu não quero mais ter que aceitar não ser a sua primeira opçao, na sua lista de 1001 prioridades, e acabar sendo sempre, a que resta por último, a sobra, a que sempre vai estar lá, quando voce ou não ligar. eu não quero. eu não quero nem mesmo ter que aprender a te odiar. eu não quero. eu s´´o quero paz, meu espaço e o NOSSO tempo de volta. volta?
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